2011/05/18

Expressões vindas da História (II)

“O hábito não faz o monge”

   Antes de mais, e para evitar qualquer confusão, o hábito não significa aqui algo que fazemos frequentemente mas sim as vestes usadas pelos monges.
     Os primeiros vestígios da expressão remontam, aparentemente, ao século XIII, derivando do latim medieval. Segundo alguns, provém da deformação da locução latina que encontramos em Plutarco “barba non facit philosophum”, isto é, a barba não faz o filósofo.
      Outros consideram que a expressão tem por origem um facto histórico bem real. Em 1297, na tentativa de tomar pela astúcia a fortaleza que despontava no alto do rochedo monegasco, François Grimaldi e os seus acólitos decidem vestir-se de monge (facto lembrado no brasão do Principado do Mónaco).
     Finalmente, poderá não ser mais do que a vontade de ironizar. Na verdade, quando surgiu a expressão os monges estavam bem longe dos preceitos que apregoavam. Não hesitando em acumular bens, em apreciar os “prazeres da vida” ou ainda em participar nas batalhas trucidando o inimigo, estes monges não evidenciavam propriamente a imagem de piedade e castidade que lhes é habitualmente atribuída. Assim, quem sabe, algum bandido querendo despojar um pobre monge poderá ter tido uma desagradável surpresa, sendo confrontado com alguém bem mais forte e astuto do que ele. Pois é, as aparências podem ser enganadoras…


Brasão do Principado do Mónaco

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